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Logo eu, a comunicóloga

Mais de um ano de silêncio. Mais de um ano de turbilhão lá fora. E sempre. E tanto. E logo eu, a comunicóloga, sem saber por onde começar. Apenas observei, escutei. Usei outras vias para me comunicar. Achei que o monólogo escrito já estava espalhado em toda parte, para quê mais um? Aliás, porquê ser mais uma nesse mundo no qual se prega a ‘selfie’-adoração? Me calei, deixei passar o turbilhão. Dentro de mim duvido que cessasse totalmente, mas pelo menos o de fora para dentro deu uma trégua, o suficiente para ‘dar uma passadinha’ aqui e refletir.

Será que no corre-corre alguém ainda lê? Porque em mim tem tanta coisa entalada e doida para sair, mas não é só isso. Quero dividir, diálogo, daquele jeitinho retrô mesmo: um fala, o outro escuta, responde, replica, e vira uma conversa.Alguém ainda lembra o que é isso, ou será que só existe espaço para discussões desvairadas, baseadas em coisa alguma e quase nunca pertinentes, onde se grita e ninguém se escuta, só para desabafar a loucura da rotina do que a fim de trocar qualquer informação?

Cogitei falar da questão de gênero, das eleições americanas, da objetificação da mulher, da questão prisional, dos conhecidos alagamentos de verão carioca, do calor infernal anual do verão carioca, do pré-carnaval carioca, dos surtos de água viva, the voice kids, masterchef profissionais, da iminente volta do BIG brother para mais uma edição (a primeira sem o Bial), séries do Netflix, dos acidentes aéreos, da biografia da RITA(!), de viagens, sonhos, pesadelos, do discurso da Meryl Streep no Globo de Ouro, Jogos Olímpicos e Paralímpicos, maltrato de animais, refugiados, felicidade efêmera e todos os outros tópicos bombantes da sua, da minha, da nossa timeline. Mas antes de qualquer um deles, eu precisava me situar novamente com esse tempo-espaço, com a minha vontade de realmente expressar opiniões, seja pra mim mesma ou pra várias pessoas, que aqui vierem. E esse post é apenas isso, uma volta com cara de ida.

Que 2017 seja dois mil e desestresse mesmo e eu venha aqui sem acúmulo de assuntos, trocar e ouvir, falar também quando achar que tenho propriedade , humildemente, para tanto. E também consigamos renovar as energias, as esperanças, as vontades.

Feliz ano novo! (Ainda acho que dá para desejar, né? Estamos, afinal, apenas na metade do primeiro mês do ano) E vamos juntos vivenciar mais um ciclo, que seja de proximidade e cada vez menos distâncias a serem percorridas. E amor. Muito amor, porque sendo propositalmente clichê, no final das contas ‘all we need is love’.

Beijos,

Kel

 

 

 

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