Acho que é isso…

A tela abre. Fluxo de informações. Vídeos engraçados, posicionamentos políticos, frases de efeito, fotos, anúncios, afirmações de autoestima, músicas, referências, textos autorais, descrições literais de rotina. Cinco segundos se passam, uma eternidade!

Novas histórias, mais feeds, notícias irrelevantes…Opa, essa aqui pode ser interessante! Ah, não, que pena, é só mais uma rasa visão de mundo. Epa! Essa aqui realmente é legal. E, ah,chorei, que lindo. A humanidade ainda tem seu valor, há esperança. Nossa, que coisa horrorosa. Como alguém tem coragem de fazer isso com outro ser vivo?

Homofobia, tortura, preconceito, humildade, solidariedade, violência, beleza, fofocas, corrupção, poluição, meio ambiente, esquerda, direita, poesia,  em cima, embaixo, puxa e  vai.  Mas não processa não, bota a setinha para baixo, atualiza o status, conta para todo mundo o que você está fazendo. Esfrega o seu mundo perfeitinho na cara alheia, suas verdades absolutas, sua ausência de defeitos. Quer dizer, se a maioria dos amiguinhos concordou com essa parada aí que não é muito positiva, aí tudo bem compartilhar também, e segue em frente.

Informação, desinformação, tudo junto e misturado, o tempo todo, o dia inteiro, todos os dias. Que cansativo e viciante! Bora criar um filtro, então? Que beleza seria se a maior parte dos perfis fizesse questão de checar a veracidade do que está lendo, tentasse reproduzir e levantar discussões sobre as quais de fato pesquisou e entende. Divergência de opiniões é maravilhoso! Mas de que serve se são meras reproduções do que é absorvido superficialmente sem qualquer tipo de real verificação? Ok, ok. Talvez não se aplique diretamente a você, às vezes você vai lá e dá uma “googlada” , ou manda uma mensagem via whatsapp para os amigos mais próximos, para checar antes se não vai pagar mico de postar ou repostar aquilo.

Então, como bons usuários virtuais, continuemos generalizando por aqui também, sem problemas. Digamos que é aquele colega ali do lado, a  quem se aplica essa regra, vamos refletir e tentar ensiná-lo a praticar o bom senso, a sensibilidade, a tolerância, a educação? Tô ligada que a vida está corrida, a gente já tem tenta coisa do nosso próprio umbigo para cuidar, ainda vou me preocupar com o outro? “Pff…essa garota está maluca e não tem mais o que fazer!”

Pode ser. Ou não. Existe uma pausa que é necessária. Para reflexão e avaliação, que nada tem a ver com apontar dedo para cá e acolá. E, sim, para revermos nossos próprios conceitos e pré-conceitos. Qual a vantagem de seguir nosso caminho aqui se, de vez em sempre, não aprendermos nada, evoluirmos, e , de fato, tentarmos (porque ao menos temos a obrigação de tentar) tornar esse universozinho aqui um tanto melhor para o futuro – que pode não nos pertencer enquanto indivíduos egoístas que somos,  mas que certamente nos pertencerá enquanto a sociedade que desejamos ser. Acho que é isso…

Kel Cogliatti

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